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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

TRABALHO PARA TODA A VIDA

O tempo amadurece todas as coisas.

Nenhum homem nasce sábio.
   - Cervantes

Verdade incondicional. Por vezes no decorrer da nossa vida

deparámo-nos com situações que tempos atrás seriam consideradas

catastróficas e que agora, com o amadorecimento que fomos sofrendo

ao longo dos anos, se tornam mais banais e até naturais.

Nós que já contamos com alguns anitos a pesar nas costas, mas ainda

muito longe de sermos velhos, fomos ensinados e trabalhados para ter

um emprego para toda a vida.

Que grande mentira viria a tornar-se esse ensinamento. Hoje, que

ninguém  pense que irá ter um trabalho para toda a vida. Até excluo

os que têm vinculos precários por natureza.

Por um lado, a vida ensinou-me que mudar de Empresa é benéfico.

 É como  mudar os móveis de casa, ou refrescar a pintura das paredes.

Ganha-se um novo alento, criam-se novas expectativas, quebra-se com

a rotina,  terminam os atritos que porventura tenham surgido ao longo

dos anos. Parte-se para uma nova aventura.

Tudo isto é melhor se se muda para melhor. Mas para se ter a certeza

experimentando. Como dizem os jogadores de cartas, tem que se

pagar para ver.

É o risco.

Engraçado é o facto de pessoas relativamente novas, a rondar os

cinquenta anos, estarem a ser convidados para a reforma. Será que é

uma forma de ganhar o Euromilhões ou será um presente envenenado?

Não pensem que estou a inventar. Isto está a acontecer concretamente

no sector bancário.

Verdade se diga, que ser bancário (não é banqueiro) ser bancário hoje

não é o mesmo que ser bancário há anos atrás. Qual de nós hoje em dia

não está farto de ser assediado pelos ditos funcionários para subscrever

 um seguro, um PPR, o cartão de crédito, o cartão de débito, o serviço de

 café, de chá, o plasma, o DVD....porra no que a banca se tornou. E se o

cliente vai reclamar  que o spread do crédito à habitação está elevado e

 que outro banco da concorrência lhe oferece melhores condições, o

funcionário diz-lhe que consegue baixar-lhe o spread se tiver pelo menos

oito produtos no banco,  que podem ser: domiciliação do ordenado, cartão

 de débito, cartão de crédito, domiciliação do pagamento da água, da luz,

 do gás, um PPR, uma Conta Poupança Habitação...porra espero que já

 estejam oito.

Se fosse bancário (será que não sou?) e me oferecessem a reforma não

demorava dois segundos a pensar.

Aceitava.

Tem que se ter consciência que há vida para além da banca. Nem todos

são bancários e trabalham e ganham o sustento para si e para os seus.

A rondar os cinquenta anos e estar reformado e ainda poder iniciar um

novo projecto, sabendo que no final do mês, pelo menos o graveto do

banco está garantido, é de assumir o risco e olhar em frente. Só vence

quem arrisca.

Muito raramente a sorte bafeja os amorfos.

Nem sei porque escrevi isto..............

  

publicado por maluco q.b. às 16:14
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